Dois grandes amigos dos tempos de colégio se reencontram vinte anos depois e fazem uma viagem de carro onde vão confessar segredos, amores e crimes. Este é o mote de “A Viagem de James Amaro”, sexto romance do americanense Luiz Biajoni. Depois de “Virgínia Berlim – Uma Experiência”; de “Elvis & Madona – Uma Novela Lilás”, onde o escritor romanceou o filme de Marcelo Laffitte; e de “A Comédia Mundana – Três Novelas Policiais Sacanas”, que reuniu seus três romances policiais repletos de sexo e crimes, Biajoni muda o tom: “A Viagem de James Amaro” não tem sangue ou subtramas, não tem tanto sexo quanto nos outros livros e a linguagem está mais contida. “Sempre digo que é a história quem pede a forma do romance”, explica o escritor. “Aqui, onde temos dois amigos dentro de um carro, escutando discos de jazz, a linguagem que se impôs foi aquela mais introspectiva, tonal e até experimental”, conclui. Mas não estamos diante de um livro difícil: a narrativa é, mais uma vez, ágil e cinematogr...
Fundado em mil novecentos e guaraná com rolha, num universo alternativo.